Alimentacao da gestante e lactante

O ideal para que as mães tenham filhos saudáveis será a preparação do seu organismo para a gestação, através do resgate de hábitos alimentares saudáveis necessários para uma fase crítica no ponto de vista nutricional, visto que existe toda uma reconfiguração do organismo, dependendo de uma nutrição celular adequada, para a construção de uma nova vida.

A alimentação saudável da mãe, um aleitamento materno exclusivo até os seis meses e uma introdução correta de alimentos irão garantir ao bebê um adequado crescimento e desenvolvimento de todos os seus órgãos e sistemas, otimizando o funcionamento físico, mental e emocional que poderá ser mantido pelo resto da vida, prevenindo doenças crônicas não transmissíveis.

Da concepção até a amamentação, o bebê é totalmente dependente da mãe para sua nutrição e consequente crescimento e desenvolvimento. O feto se nutre através da placenta, portanto tudo o que a gestante ingere e inala (comida, bebida, aditivos químicos, tintura, esmalte, drogas, fumo, medicamentos e suplementos) irá afetar diretamente o desenvolvimento do bebê.

O hábito alimentar da mãe, ainda na gestação, será importante para a criança aceitar novos sabores e odores que serão oferecidos no momento da introdução de alimentos, o desenvolvimento do paladar e olfato são transmitidos pela placenta.

O peso que a gestante ganha naturalmente representa o bebê, a placenta, o líquido amniótico, o aumento dos seios e o volume sanguíneo.

Uma mulher com sobrepeso não deve seguir dietas durante a gravidez e no período da lactação, mas sim aumentar a frequência do exercício físico e focar o equilíbrio emocional para trabalhar a ansiedade que frequentemente acompanha tal estado.

Mulheres jovens tendem a ganhar mais peso do que as mais velhas, as primigestas mais do que plurigestas e mulheres magras mais do que as obesas. Uma gestante equilibrada em seu estado geral de saúde vai escolher, instintivamente, suas necessidades quantitativas.

Durante o primeiro trimestre há um pequeno ganho de peso, que aumenta no segundo e tende a se equilibrar no terceiro trimestre. O padrão do ganho mensal é em média 1kg por mês. Ingerir alimentos saudáveis a cada duas horas e meia em média, com qualidade e quantidade adequada por refeição, vai garantir um ganho de peso esperado para uma gestação saudável, com a utilização adequada dos nutrientes.

O ganho de peso satisfatório, é aquele que menos se associa à efeitos negativos sobre a mãe, o bebê, o parto, o pós-parto e a vida futura.

O estado nutricional da mãe anterior à concepção é importante e fatores genéticos, biológicos, socioeconômicos e psicológicos também estão envolvidos na qualidade da gestação. Muitas mudanças físicas e bioquímicas ocorrem na gravidez normal: aumento do volume sanguíneo; redução na concentração de hemoglobina e da albumina plasmática; excreção de aminoácidos e folatos pela urina; retenção hídrica (edema) e mudanças nas funções cardíaca e pulmonar; aumento do tamanho da glândula tireoide devido à perda de iodo pela urina; depressão funcional do estômago por causa da secreção reduzida do ácido clorídrico; redução da motilidade intestinal (com consequente tendência à constipação); aumento do apetite e da sede; ocorrência de náusea matinal, desejos ou aversões aos alimentos.

O baixo peso do recém-nascido e as taxas de mortalidade estão associados a diversos fatores: imaturidade biológica do feto, uso de fumo por parte da gestante, baixo peso gestacional, baixa estatura, doença crônica ou mau estado nutricional da mãe e ansiedade ou estresse durante a gravidez.

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